Sep 24, 2017 Last Updated 5:54 PM, Sep 22, 2017
 
 
 
 
 

Com reprovação de denúncia, Câmara teria se tornado ‘puxadinho’ do governo

Base de apoio do governo de pé para rejeitar a denúncia feita contra o prefeito por não responder a requerimentos de informação Base de apoio do governo de pé para rejeitar a denúncia feita contra o prefeito por não responder a requerimentos de informação FOTO CLEITON BEZERRA
Publicado em Poder
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CONSTRUÇÃO A sessão ordinária da Câmara Municipal de Itaguaí desta terça-feira (29) foi bastante extensa. Com a presença de todos os vereadores, mas ausência de muita gente, pois a Casa estabeleceu um novo sistema para permitir a entrada de quem quisesse acompanhar a assembleia, a manifestação da plateia foi ruidosa, mas nem tanto. Ainda assim, era difícil não protestar quando a base aliada tentava justificar a ausência de respostas do Executivo aos requerimentos de informações feitos e votados pelos vereadores desde o início da atual legislatura. Para o vereador Genildo Gandra (PDT), a aceitação de que o Prefeito Carlo Busatto Junior, o Charlinho (PMDB), responda às solicitações de informação quando bem quiser e como bem entender seria uma demonstração de que a Casa se tornou um ‘puxadinho’ do Poder Executivo.

Aliás, os requerimentos de informação não respondidos fez com que o vereador Waldemar Ávila (PHS) entrasse com uma denúncia contra o gestor para saber o porquê de o prefeito não exercer seu papel de chefe do Executivo e responder aos ofícios em 15 dias. “Existe uma série de fundamentos legais que obriga o prefeito a responder um requerimento de informação. Não me restou outro caminho, para exercer o meu mandato de vereador, a não ser apresentar essa denúncia para esse pleno, que é soberano e pode decidir a favor da aceitabilidade da denúncia. Há algo que eu estou deixando bem claro: eu só queria que o prefeito cumprisse as leis”, expôs Waldemar.

Outros membros do bloco suprapartidário, como André Amorim (PR), Ivanzinho (PSB) e Willian Cezar (PSB) também falaram da ausência de informações oriundas do Executivo. Além disso, pediram que os colegas acatassem a denúncia para que os vereadores tivessem o direito de exercerem sua vereança.

OUTRO ÂNGULO

Já a base do governo viu a questão de outra maneira. Inclusive porque o líder do governo, Sandro da Hermínio (PT do B), apresentou uma resposta aos requerimentos sobre questões referentes, ao servidores, feitas por Waldemar Ávila. “É preciso deixar claro que o município está trabalhando rigorosamente para alcançar o equilíbrio fiscal e regularizar os pagamentos de todas as dívidas herdadas da gestão anterior”, essa era parte da resposta ao requerimento de informação lida pelo líder do governo, que pediu a rejeição da denúncia.

A resposta não satisfez ao bloco suprapartidário, que alegou que o prefeito não respondeu o que era perguntado e que muita coisa não estava clara. André Amorim chegou a dizer que na votação da aceitação ou não da denúncia ficaria claro que os governistas e maioria tinham entendido o que o prefeito quis dizer. A isso, o vereador Zezé afirmou, com riso nos lábios, que as repostas não chegaram antes porque ainda não havia um líder de governo oficial, mas que agora o diálogo tinha melhorado. Ele disse ainda que a maioria era inteligente e que “para quem sabe ler, um pingo é letra”.

Dito e feito.  Os governistas se mostraram ótimos leitores da cartilha do governo. E pela lógica do pedetista Genildo Gandra, a Casa comprovou que construiu um belo ‘puxadinho’ do Poder Executivo na Casa Parlamentar. Todos de pé e denúncia rejeitada.

Dilceia Norberto

 

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