Oct 23, 2017 Last Updated 3:21 PM, Oct 20, 2017

Embrapa Agrobiologia e UFRuralRJ integram grupo de pesquisa que vai apoiar agricultores

A REUNIÃO que deu o pontapé inicial no projeto reuniu pesquisadores no início do mês A REUNIÃO que deu o pontapé inicial no projeto reuniu pesquisadores no início do mês FOTO DIVULGAÇÃO/LILIANE BELLO
Publicado em Cotidiano
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Projeto do CNPq debate ações para segurança alimentar e nutricional no processo de escoamento da produção

ORIENTAÇÃO A Embrapa Agrobiologia e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro integram um grupo de trabalho formado por pesquisadores de instituições que se uniram em torno de projeto do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), destinado a elaborar um planejamento de ações de segurança alimentar e nutricional com foco na agricultura urbana e rural.

O primeiro passo para elaborar o planejamento foi dado no início do mês de julho, quando os pesquisadores participaram de um encontro do grupo de pesquisa do CNPq Agricultura urbana e rural para a segurança alimentar e nutricional, liderado pelas pesquisadoras da Embrapa Agrobiologia, Marta Ricci e Mariella Uzêda.

Também integram o grupo de trabalho do CNPq representantes da Embrapa Agroindústria de Alimentos, da Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa, do Instituto de Nutrição da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade Federal de Santa Catarina

Mariella Uzêda explica que o ponto-chave do grupo de trabalho está relacionado à aproximação entre produção e consumo. “Atualmente, as áreas de produção de alimentos, urbanas e rurais, passam por uma grande dificuldade em estabelecer um processo concreto de transição agroecológica, visto que estão associadas a processos convencionais de comercialização que forçam a simplificação dos cultivos, buscando volume em lugar de diversidade”, enfatiza ela, acrescentando que os meios de comercialização acessíveis para os agricultores orgânicos não representam uma alternativa viável, pois eles só aceitam produtores já certificados.

A assessoria de imprensa da Embrapa Agrobiologia informa que a partir da identificação desse problema a intenção do grupo de trabalho é iniciar um processo de documentação de experiências sobre comercialização direta, de forma a levar essa informação a grupos de agricultores com dificuldades nesse processo. “A ideia é documentar em vídeos técnicas, conhecimentos, formas de organização que facilitem essa transição agroecológica”, reforça Mariella Uzêda.

 

A pesquisadora informa ainda que também será feito um levantamento do perfil dos grupos coletivos de consumo que têm por objetivo a compra direta do produtor da agricultura familiar: “Assim poderemos entender o histórico desses grupos e sua missão, o perfil dos consumidores que deles fazem parte e o perfil dos agricultores fornecedores. Esperamos entender dificuldades e oportunidades que esses coletivos trazem quanto à geração de renda e estímulo à transição agroecológica.”